27 de Março de 2026
Curiosidade
Homem mais tatuado do Brasil faz 6ª sessão de remoção
Homem mais tatuado do Brasil realiza sexta sessão de remoção de tatuagens a laser
O homem mais tatuado do Brasil voltou a chamar atenção nas redes sociais após realizar a sexta sessão de remoção de tatuagens a laser no rosto. Conhecido nacionalmente pelo visual extremo, Leandro Souza agora vive um processo público de transformação que, segundo ele, vai além da estética.
Desta vez, o procedimento ocorreu em Franco da Rocha (SP) e integra um projeto iniciado há dois anos, quando Leandro se converteu ao cristianismo. Desde então, ele afirma ter abandonado o uso de drogas, cigarro e álcool e decidido reconstruir sua trajetória pessoal e profissional.
Remoção de tatuagens marca mudança de identidade
Ao longo de duas décadas, Leandro cobriu cerca de 95% do corpo com tatuagens. No auge das modificações corporais, acumulou aproximadamente 170 desenhos permanentes, incluindo caveiras e símbolos no rosto.
Agora, no entanto, ele sustenta que as marcas já não representam quem se tornou. Por isso, optou por removê-las, principalmente na face, área que sempre despertou maior curiosidade pública.
Segundo ele, os resultados já são visíveis. Após as sessões anteriores, deixou de ser reconhecido à distância. Atualmente, parte dos desenhos só pode ser percebida sob observação mais próxima.
Além da motivação religiosa, Leandro relata que enfrentou dificuldades para ingressar no mercado de trabalho por causa da aparência. Dessa forma, a remoção também simboliza uma tentativa de ampliar oportunidades.
Nova etapa: Teologia e vida missionária
Paralelamente ao tratamento estético, Leandro se prepara para iniciar o bacharelado em Teologia. Ele recebeu bolsa de estudos no Seminário Evangélico Betânia, onde pretende estudar pelos próximos quatro anos.
Com a mudança para o Nordeste, os intervalos entre as sessões de laser devem aumentar. Em vez de retornos trimestrais, o procedimento passará a ocorrer aproximadamente a cada seis meses, respeitando a rotina acadêmica.
“Eu acredito que Deus tem muito mais para fazer através desse testemunho”, afirmou em publicação recente nas redes sociais.
Além disso, ele anunciou que pretende lançar um livro para narrar a própria história, incluindo os traumas da infância, o período de dependência química e a decisão pela conversão.
Processo doloroso e acompanhamento profissional
O tratamento é realizado gratuitamente por uma clínica especializada em São Paulo. A técnica a laser fragmenta o pigmento da tatuagem para que o próprio organismo elimine as partículas gradualmente.
Regiões sensíveis, como o entorno dos olhos, exigem cuidado redobrado. Por isso, Leandro segue recomendações médicas rigorosas, como evitar exposição solar, aplicar pomadas cicatrizantes e utilizar gelo nas áreas tratadas.
Apesar da dor, ele afirma que encara o procedimento como parte do processo de renovação pessoal.
Respeito à decisão e reação da comunidade
A mudança também impactou pessoas próximas. O tatuador Márcio Munhoz, que acompanhou Leandro por cerca de 20 anos, comentou sobre o momento.
“Ver ele apagar anos de trabalho foi difícil, mas sei que é para um bem maior”, conclui Márcio.
Ao mesmo tempo, seguidores demonstram apoio nas redes sociais. Muitos destacam a coragem de expor vulnerabilidades e compartilhar o processo de recomeço.
Transformação que ultrapassa a estética
Hoje, Leandro utiliza as plataformas digitais para falar sobre superação e incentivar pessoas que enfrentam dependência química. Ele defende que sua história pode funcionar como exemplo de reconstrução.
Assim, o homem que ficou conhecido pelas tatuagens extremas passa a ser reconhecido por outro motivo: a tentativa de redefinir a própria identidade. Enquanto as sessões continuam, ele afirma que a maior mudança já aconteceu: a interna.
Fonte: Jornal Aqui