29 de Janeiro de 2026
Polícia
Operação combate quadrilha suspeita de furtar e revender equipamentos de mineração
Ação da Polícia Civil ocorreu simultaneamente em João Monlevade e mais cinco cidades de Minas Gerais
A Polícia Civil de Minas Gerais realizou, na manhã desta quinta-feira (29), uma operação contra um grupo criminoso suspeito de furtar e revender equipamentos de mineração, além de lavar dinheiro. Batizada de 'Royalties Perdidos', a ação ocorreu em seis cidades da Região Central e da Grande BH.
Com as investigações, a Justiça determinou o sequestro de mais de R$ 3 milhões em contas bancárias, o bloqueio de veículos e o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão. Os trabalhos foram coordenados pela delegacia que apura crimes patrimoniais em Ouro Preto.
Durante as diligências, um homem investigado por receptação foi preso em flagrante em João Monlevade. Ele estava com uma correia transportadora furtada, avaliada em cerca de R$ 500 mil.
Esquema milionário
Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após a denúncia de uma mineradora e levantamentos iniciais indicarem a atuação coordenada do grupo em furtos, receptação e revenda ilegal de peças e equipamentos de mineração no distrito de Antônio Pereira (MG).
Os investigadores analisaram dados bancários, fiscais e telemáticos, além de relatórios técnicos e outros procedimentos que reforçaram as suspeitas.
Com o avanço das apurações, a Justiça autorizou medidas cautelares, como sequestro de valores e veículos dos investigados. A operação nesta quinta mobilizou cerca de 90 policiais civis e foi realizada simultaneamente em Ouro Preto, Mariana, João Monlevade, Santa Bárbara, Esmeraldas e Contagem.
No cumprimento das ordens judiciais, a Polícia Civil apreendeu:
- dispositivos eletrônicos
- veículos de luxo
- uma lancha aquática
- armas de fogo (rifle e pistola)
- documentos diversos
- uma correia transportadora avaliada em R$ 500 mil
O material será submetido à perícia. Também houve bloqueio de ativos financeiros e restrições administrativas sobre automóveis, com o objetivo de evitar a venda de bens e garantir a futura reparação de danos.
'A ação representa uma etapa relevante para a desarticulação do grupo criminoso e o fortalecimento da persecução penal. Agora, as investigações prosseguem visando à completa elucidação dos fatos e à responsabilização dos envolvidos', afirmou o delegado Mauricio Campos Lauria Júnior.
Fonte: G1 Minas Gerais