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Liberdade
Impedimento em alvará atrasa saída de Macarrão de presídio
Previsão era que ele deixasse a unidade prisional na noite dessa quinta-feira (1º) ou na madrugada desta sexta-feira (2)
Charles Silva Duarte
O Luiz Henrique Romão, mais conhecido pelo apelido de "Macarrão", de 32 anos, ainda não deixou o presídio Pio Canedo, em Pará de Minas, na região Centro-Oeste do Estado.

De acordo com a advogada dele, Fabiana Cecília Alves, o alvará de soltura chegou a unidade prisional, como era esperado, mas "chegou com um impedimento".

"Eu vou aguardar o agente jurídico do presídio chegar, para saber qual foi o impedimento, para levar ao juiz e ele retirar. Acredito que foi alguns dos mandados que não deram baixa, mas isso é de praxe de acontecer. Tenho que ver se é em Minas ou no Rio de Janeiro (onde o caso começou)", detalhou.

Atualmente, Macarrão cumpre pena em regime semiaberto, nesta sexta-feira (2), contudo, ele não pode deixar o presídio para trabalhar na Igreja Quadrangular, onde atua. "Como (o presídio) recebeu o alvará ontem, a penitenciária não libera, porque na verdade, ele já está solto, só fica esperando este impedimento para ir para a rua direto", explicou Fabiana.

A assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) explicou que a juíza responsável pela decisão acatou um pedido da defesa de remição da pena do detento.

Ele foi condenado em novembro de 2012 a 15 anos de prisão pela morte de Eliza Samudio e pelo sequestro de Bruninho, filho do ex-goleiro Bruno. Toda a trama se deu, conforme o processo, porque o goleiro não quis assumir a paternidade da criança e, por isso, decidiu dar fim a vida da ex-amante. Para isso, teria contado com ajuda de pessoas próximas a ele.

Em outubro de 2015, Macarrão conseguiu a progressão do regime fechado para o semiaberto por ter cumprido um sexto da pena e por bom comportamento carcerário.

De acordo com o atestado de pena, ele passaria a ter direito a uma nova progressão apenas daqui a cinco meses, portanto, em agosto de 2018. A advogada, que protocolou o pedido de remição, afirmou que a Justiça entendeu que o cliente dela não precisaria esperar e, por isso, a solicitação foi acatada.

“O Macarrão está trabalhando, estudando e teve um excelente comportamento no presídio. Dessa forma, a Justiça entendeu que ele não tinha mais necessidade de continuar no semiaberto”, disse.
Macarrão é casado e tem três filhos.

Atualizada às 7h47


Fonte: O Tempo
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