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COLUNISTA / Luiz Ernesto
Papo Aberto
Auxílios e surdinas
Mesmo sendo dono de um apartamento em Belo Horizonte há alguns anos, devidamente lançado em sua última prestação de contas eleitoral, o deputado estadual monlevadense Tito Torres (PSDB) recebia o polêmico auxílio-moradia, de mais de R$4 mil, extinto recentemente.
A regalia irá acabar a partir do mês de março, de acordo com deliberação da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Minas Gerais anunciada dias atrás. Agora, o "mimo" será dado apenas aos parlamentares que não possuem imóvel próprio na capital e comprovarem que pagam aluguel.

Ilegal? Claro que não. Tratava-se, sim, de um famigerado direito do parlamentar, ofertado a quem já recebe um polpudo salário de mais de R$20 mil e ainda possui vários outros benefícios e penduricalhos absurdos. A grande questão é que em tempos em que se grita tanto em nome de uma ética que se derrete a todo momento e se brada fácil a favor de lisuras e bons exemplos de conduta e correção, além da tão badalada crise financeira do estado, receber um auxílio-moradia de mais de R$4 mil tendo casa própria na capital é um declarado absurdo para quem se diz representante do povo. Povo? Esse que comprometa 50% do seu salário com o danado do aluguel. Quem mandou não ter casa própria?

Surdina

Mais uma ação na surdina envolvendo o setor de saúde da Prefeitura de João Monlevade chama a atenção da população. Dessa vez, a tradicional Policlínica Central, situada no bairro José Elói, está sendo transferida para o prédio do antigo Pronto Atendimento (PA), no Belmonte. De acordo com a administração, a iniciativa é feita para que sejam realizadas reformas no prédio da unidade de saúde, que está em situação precária. Bom, agora é torcer para que as obras não se assemelhem as que estão sendo realizadas no antigo e vizinho Centro de Referência em Saúde Bucal (Cresb), local que está fechado para reformas há sete meses, mas não se removeu do lugar nem meio quilo de areia. Segundo as informações, a transferência da Policlínica não foi devidamente debatida e discutida com quem mais interessa, que é a população, muito menos com o Conselho Municipal de Saúde.

É, pelo visto, o polêmico prédio do ex futuro hospital natimorto Santa Madalena e antigo PA voltará aos holofotes. Resta torcer, também, para que não se gaste mais alguns milhões por lá.

Luiz Ernesto
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