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COLUNISTA / Rogério Lúcio
Cruzeiro
Mano 200: A Besta ou O Bestial?
Foto: Gazeta Press/Espn
Salve Nação Azul!

Luiz Antônio Venker Menezes completou nesse último domingo seu jogo de número 200 à frente do nosso Cruzeiro.

Uma marca expressiva que, no entanto, ainda não o garante no Hall dos mais queridos treinadores celestes.
Por quê?
Reclamação barata ou racional?

Vamos aos fatos.
Sou sentimental, poético, gosto de futebol bonito, bem jogado, e detesto escanteio curto.
Mas quando se trata de Cruzeiro, aí não há muita lógica porque envolve a paixão.
E toda paixão é irracional!

Quando começa esse tipo de discussão, sempre questiono o seguinte:
Qual Seleção Brasileira deu alegria no fim: a linda seleção de Telê de 82, eliminada nas Quartas-de-Final da Copa da Espanha, ou o pragmático time do Parreira, onde o gol era ‘apenas um detalhe’, mas que trouxe pra casa a Copa do Mundo de 94?

Nesse ponto eu penso igual ao Mano.
Eu sou do resultado.
Há ainda em mim uma minúcia: sou exageradamente otimista.

Comemorei as vindas de Luxemburgo, depois de Paulo Bento naquele horroroso 2015.
Óbvio, depois desci a lenha como toda boa passionalidade ‘arquibancadesca’ pede!

E nesse sentido eu tou com o Mano até o fim.
Exceção feita ao abandono do barco no começo de 2016, não há para mim qualquer outro fato que o desabone.
Você, leitor, gostando ou não do Mano e seus esquemas: ele tem números ótimos e nos trouxe duas Copas do Brasil.
E ponto!

Em mata-matas ele tem bastante sorte porque é o perfil dele como treinador. Ele prepara muito bem psicológica e tecnicamente as equipes para jogar final, mata-mata e jogos importantes.
Além da parte mental, o treinador gosta de trabalhar de forma muito forte seus sistemas defensivos.

Mano é um técnico muito simples e objetivo.
Não tem nada de frescura.
Ele tem uma forma de se defender, faz duas linhas e se fecha bem.
O grande mérito dele é saber montar equipes que dificilmente levam mais do que dois gols em qualquer partida.

E penso que é aí que seja o Calcanhar de Aquiles dele seu principal defeito é a sua melhor qualidade: por se preocupar primeiro (e segundo, e terceiro, e quarto...) em se defender bem, os times dele não são um espetáculo ofensivo.
Poucos gols, goleadas de 1x0, sofrimento excessivo e desnecessário.

Aí os mais românticos tocam as trombetas da discórdia com força!

Mais as invenções repentinas, né?
Tipo quando ele tem Murilo no banco mas resolve escalar Henrique de zagueiro contra o Bahia.
Ou quando o Cruzeiro está empatado com o América e ele tira o Lucas Silva pra botar o Ariel Cabral.

Aí, Mano, não há Santo que o defenda!

Fato é que a seguir nessa mesma balada, sofrendo em jogos bobos e mostrando o Cruzeiro de sempre nos jogos grandes, Mano segue navegando em céu de brigadeiro no comando do Maior de Minas.

A seguir nesse batidão, rapidamente encostará em Levir e Niginho em busca do posto de segundo maior treinador da nossa história, atrás do quase inalcançável Ilton Chaves (362 jogos).

Pois que seja assim!
Colecionando desafetos que o chamam de besta!
E colecionando troféus, sempre bestial!


Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77


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