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COLUNISTA / Rogério Lúcio
Cruzeiro
Por que eu te amo tanto?
Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro
Salve Nação Azul!

É aniversário do meu Cruzeiro!
A data máxima de cada ano em que celebramos mundo afora esse clube que tanto amamos.

Mas o que nos move?
O que me levou a querer te acompanhar, saber de sua vida, de seus dissabores?
Por que esse casamento?
Por que querer saber como foi seu dia?

Foi entre essas interrogações que vim aqui lhes escrever.
Voltei no tempo, em 1984, primeiro ano de minha vida em que me recordo buscar suas informações. Eu tinha ali sete anos de idade e você, Cruzeiro, não andava em tempos de tanto garbo.

Ali seria mais fácil eu torcer pelo Flamengo de Zico por influência de um tio lembro-me de escalar o time da Gávea de 83/84 antes de saber de qualquer escrete celeste completo.

Mas meu pai insistiu, foi forte, resistente ao ataque alheio colocava a mim e a meu irmão para escutarmos com ele à Rádio Inconfidência e vibrar com os gols de Seixas e Tostão.
Foi ele quem me apresentou a você em namoro.

Entre as belas histórias do Cruzeiro de Tostão, Natal, Dirceu, Batata e Joãozinho, o destino quis que fôssemos campeões estaduais daquele ano, quebrando longo jejum e me trazendo ali a alegria do primeiro caneco.

Já em 87 nutri a esperança de ver meu primeiro título nacional.
Chorei pela primeira vez com a eliminação para o Inter na semifinal em pleno Mineirão.
Ali já não havia mais jeito o coração já era inteiro azul e branco.
Já era amor.

Falo desde então que aqui em Minas há duas opções: ou escolhe-se ser mero apaixonado, como a minoria, ou ser grande, gigante, matrimoniado com o clube das cinco estrelas.
Do tempo citado pra cá vi muita coisa que os meros apaixonados jamais virão.
Só nós, os gigantes, vimos e viveremos.

Vi um argentino cabeludo com a cabeça rachada fazer gol de título.
Vi um maestro, genial, talento puro, dar volta olímpica com a bola ainda rolando.
Um adolescente dentuço mandar um becão uruguaio à lona com dribles desconcertantes.
Ou goleadas eternas sobre seu arqui-rival, marcadas neles como se marcasse um boi.

Hoje, mais de três décadas e incontáveis alegrias depois, vivemos um matrimônio que navega águas bem calmas.
Tantos canecos, tantas alegrias, tanta distância dos demais times das Gerais, tudo isso me leva à certeza da escolha.

Um casamento sem dia e hora pra acabar.
Em que as palavras ‘divórcio’ e ‘traição’ jamais habitaram nosso lar.

Pois que assim seja por esse 2019.
Traga mais troféus para nosso lar, Cruzeiro.
Se der, traga canecos internacionais, nosso sonho de consumo.
Nacionais, habituais, também serão bem-vindos.
O Estadual, eu também conto com ele.

Meu amor é exigente, Cruzeiro.
E sabe, estarei ao seu lado em cada batalha por menor que seja a disputa, nos lugares mais ermos do planeta, lá estarei levando meu grito de apoio.

PARABÉNS CRUZEIRO ESPORTE CLUBE por seus 98 anos de conquistas e glórias!



Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77



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