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COLUNISTA / Rogério Lúcio
Cruzeiro
A diferença entre os primos
Foto: Fox Sports
Salve Nação Azul!

Todo mundo tem uma história assim pra contar: você tem um primo rico.
Ele tem os melhores brinquedos, os games da última geração, o melhor celular, as melhores roupas e tênis.
Mas quando vocês vão jogar bola, ele nem sabe por onde começar.
Você o detona, humilha, transforma em chacota.
E ele apela.
Vai embora levando consigo aquela bola da Nike mais cara.
Que afinal é dele, lembra?

A história de Cruzeiro e Palmeiras é assim.
Dois primos nascidos em partos parecidos, oriundi da colônia italiana.
Obrigados a mudar de nome nos anos 40.

Mas o Palestra de lá é o primo rico vijrão da história.
Quando tinha a mãe Parmalat, montou um esquadrão.
O famoso time dos 100 gols.
E na final da Copa do Brasil de 1996, ante o nosso Cruzeiro Copeiro, perdeu a final, a taça e a linha.
Para espanto geral dos órgãos de imprensa louquinhos para coroar aquele incrível Palmeiras de Luxemburgo, Djalminha, Rivaldo e Luizão.

Pois agora a mãe é outra.
Mamãe Crefisa está nervosa porque compra tudo, menos camisa.
História, peso, know how... isso não se vende, Primo Rico...

E você já deveria saber disso.
Afinal, se em 1996 quem te ensinou os caminhos tortuosos foi Roberto Gaúcho, dessa vez o ‘primo velho e cancrado’ que quis te levar pra conhecer as ‘tias’ foi Hernán Barcos.

O Pirata apareceu na melhor hora.
Duas chances nas semis duas faturas liquidadas.
Esse aí fica nervosão quando vê as tias, hein.
Acende um cigarro, toma um bom gole da pinga mais forte e destrói.

Diferente dos leite com pêra do Palestra de Lá.
Willian é bom de bola, mas é cabaço demais. A gente sabe disso desde as finais que perdemos com altos vexames dele.
Dudu parece um menino mimado. Ontem não saiu do bolso da nossa defesa.

Cá, Henrique, Léo, Lucas Silva... e Barcos!
Passamos a mais uma final, agora contra outro metido a rico, mas isso é história pra outra prosa.

Por enquanto, comemoro a vitória do Palestra de cá.
Do Palestra que nunca caiu.
Do Palestra que não tem mamãe pra encher de grana, que aprendeu desde novo a andar sozinho, a jogar bola na rua e arrancar a tampa do dedão .

Festejo esse time rodado, cascudo, que soube aproveitar as poucas chances, que soube se defender como poucos e nos conduziu de novo a uma final.

Pois que seja bom de novo!
Vem aí mais batalha pela Libertadores, tem guerra contra o Boca, pode ter Palmeiras de novo.
E tem o Corinthians.

Pois que venham todos de novo nos ver dançar sobre o campo minado que sempre foi nossa história.
Para tristeza dos engomadinhos, dos que veem jogo do sofá tomando whisky com gelo e calçados com suas pantufinhas.
Leiam, aqui, os Flamengos, Sormanis e Denilsons da vida!

Abraços a todos, saudações celestes, fiquem com Deus!
Até a próxima!

por Rogério Lúcio
Twitter: @rogeriolucio77





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