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COLUNISTA / Chico Maia
Esportes
Política e futebol se fundem e se confundem em mares de lama
R$ 5 mi/ano, mais mordomias. “Coitado” do atual presidente da FIFA: salário é menos da metade do que o Blatter ganhava
Divulgação
Política e futebol se fundem e se confundem. Nem a história saberá dizer quem é mais suspeito e farsante nesses mares de lama e grana. No futebol, mesmo com a resistência do presidente Gianni Infantino, o subcomitê de compensação da FIFA revelou o salário anual dele: 1,5 milhão de francos suíços, quase 5 milhões de reais no ano, além das mordomias naturais do cargo. A Secretária Geral da entidade, primeira mulher a ocupar este cargo, Fatma Samoura, do Senegal, ganhará um pouco menos: em torno de 4,2 milhões de reais. Uma ala dos críticos elogia: é muito menos do que ganhava o Joseph Blatter, o banido ex-presidente, cuja remuneração anual beirava os 11 milhões de reais.

Depois de 17 anos de mamata, ele e o fiel escudeiro Jerome Walke, foram expulsos, por corrupção. O futebol é este mar de grana, principalmente nas mãos e bolsos dos dirigentes das entidades que deveriam ser meras gerenciadoras das competições, mas que agem como donas. E eles os donos. Da mais simples Liga do interior, passando pelas federações e confederações, seus presidentes, diretores e assessores deitam e rolam. Normalmente chegam falando grosso, prometendo mudanças, com moralidade e transparência. Alguns meses depois de sentados nas cadeiras, pegam gosto pela coisa e acima de tudo jeito para manobrar, obter ganhos pessoais e, normalmente, a perpetuação no poder.

Dia desses ouvi o Edu Gaspar, diretor de futebol das CBF, indicado pelo teoricamente subalterno Tite, enchendo a bola de tudo e de todos da entidade, do porteiro ao presidente. Disse que está “surpreso” e “encantado” e que aquilo lá é um modelo de eficiência. Aí é que mora o perigo. Sentiu o gosto do poder, das mordomias, da grana alta e outros interesses. Bem diferente do discurso de até pouco tempo do técnico Tite que assinou manifesto pedindo a cabeça do presidente Del Nero. Ocupou uma cadeira importante na escala do poder lá dentro e a CBF já virou “santa”, pelo menos na fala do fiel escudeiro.

E que sustenta essa farra toda é quem gosta de futebol e põe dinheiro de alguma forma na atividade. Quem compra ingresso, camisas e demais souvenir de cada clube e principalmente pacotes de transmissões pela TV. De tudo que é comercializado, percentuais de tudo são repassados para essas entidades. É tanto dinheiro que sobra pra todo mundo: migalhas para as Ligas (porém, mais do que a maioria merece, pelo serviço que prestam), milhões para as federações, bilhões para as confederações e FIFA. Os clubes, razão são de ser de todo o circo, ficam com merrecas, principalmente os da América do Sul, ruins de marketing, desunidos e muitas vezes dirigidos por cartolas que enchem primeiro os próprios bolsos.

E é quase impossível para qualquer um, que gosta ou é ligado ao futebol, escapar de ajudar a irrigar essa gente. Eu por exemplo, que não pago ingressos e não adquiro nada licenciado de clube algum (nem pirata), pago pacotes do Brasileiro e Mineiro, pois quando não vou ao estádio tenho que assistir pela TV, por dever de ofício!

E vida que segue!

Chico Maia
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